Instalação do Ubuntu
De Wiki do Ronald
Introdução
O Ubuntu [1] 6.10 é uma distribuição Linux baseada em Debian [2], ou seja, funciona com pacotes .deb. É uma distribuição voltada principalmente para Desktops.
O sistema se destaca pelo visual e facilidade de instalação e configuração. O desktop padrão é o Gnome [3].
Algumas das novidades em sua versão 6.10, são:
* Kernel: 2.6.17 Novo! * Xorg: 7.1.1 Novo! * gcc: 4.1.1 "Novo!" * GIMP: 2.2.13 "Novo!" * GNOME: 2.16.0 "Novo!" * OpenOffice.org: 2.0.4 "Novo!" * glibc: 2.4 "Novo!" * Firefox: 2.0 "Novo!" * Samba: 3.0.22
O que instalar primeiro Windows ou GNU / Linux ?
Essa é uma pergunta que não quer calar, risos. Se a escolha fosse minha.. risos. Bom a escolha não é minha, fazer o que? Então neste caso para não ter problemas, instale o windows primeiro e depois o Linux. Isso porque o GNU / Linux coloca o GRUB (gerenciador de boot) no setor de boot e o windows escreve nesse setor quando da sua instalação, removendo o GRUB colocado pelo LINUX.
Baixando a imagem do CD
O primeiro passo é fazer o download da imagem do disco. Essa imagem pode ser facilmente encontrada em:
* http://espelhos.edugraf.ufsc.br/ubuntu-releases/edgy/ubuntu-6.10-desktop-i386.iso
Essa imagem tem cerca de 698Mb. Depois de baixada basta gravar a imagem em um CD.
Carregando o Ubuntu (parte 1)
Agora vamos começar a instalar o sistema. Coloque o CD no drive e dê o boot por ele.
Normalmente os computadores não vem configurados para dar BOOT pelo CD-ROM. Para fazer esta configuração será necessário acessar o SETUP (BIOS) do computador. Para isso inicie o computador e verifique qual a tecla para entrar no SETUP. Normalmente é F2 ou F10.
Configure o BOOT para iniciar pelo CD-ROM primeiro. Salve o SETUP e reinicie o computador. Pronto o CD-ROM deve agora carregar.
Carregou !!!
Para melhor entendimento e uma melhor configuração, você pode desde já passar o sistema para o idioma "Português Brasil" apertando a tecla F2.
Pressione F3 para configurar o LAYOUT do TECLADO.
Dê enter e continue o carregamento do Ubuntu!
Carregando (parte 2)
Live CD [4] é um CD que contém uma distribuição GNU/Linux que não precisa ser instalada no disco rígido do usuário uma vez que o sistema operacional é executado diretamente a partir do CD e da memória RAM. A maioria dessa distribuições também permitem que se instale o sistema operacional no disco rígido com as mesmas configurações do sistema que roda no CD, caso o usuário deseje.
O Ubuntu será carregado completamente em memória, nada em seu computador será alterado ainda.
Carregando (parte 3)
Agora o Gnome [5] abrirá normalmente como se o sistema já estivesse instalado. O objetivo é que a configuração do sistema se torne mais amigável para o usuário final. Note porém que este é somente um LiveCD.
Iniciando a Instalação (parte 1)
Para começar a instalação clique no ícone INSTALL.
Abrirá a tela de seleção de idioma, selecione "Português do Brasil" ou qual idioma preferir.
Depois clique no botão "FRENTE".
A próxima tela é a da seleção de fuso horário. Se você selecionou "Português do Brasil" na tela anterior, por padrão o sistema já terá selecionado o fuso horário de São Paulo. Depois clique no botão "FRENTE"..
Agora selecionamos o layout do teclado, selecione o que corresponde ao seu, normalmente "Brazil --> Brazil" e ele irá configurar o teclado com ç perfeitamente.
Depois clique no botão "FRENTE".
Em seguida abrirá uma tela perguntando: "Quem é você?"
Nos campos você colocará o nome completo do usuário que irá usar o computador, o nome que deseja entrar no sistema (LOGIN), não podendo escrever root aqui. Logo abaixo digite a senha (igual duas vezes). Em seguida o nome do computador, podendo ser o nome de sua preferência.
Depois clique no botão "FRENTE".
Instalando (parte 2)
A partir daqui o processo pode se tornar um pouco complicado. Preste muita atenção pois novos conceitos sobre dispositivos e organização de arquivos no disco serão apresentados. É nesta etapa que os usuários encontram a maior dificuldade.
Aparecerá a tela para a configuração das partições. Existem duas opções: 1) Apagar tudo (para quem tem certeza do que está fazendo, ou está instalando um HD novo...) ou 2) Editar manualmente a tabela de partições (Vamos editar, criando novas ou redimensionando uma já existente, para de pois criar uma nova).
Selecione "Editar manualmente a tabela de partições" e depois clique no botão "FRENTE".
SWAP e RAIZ
O sistema Linux precisa de pelo menos duas partições para poder funcionar corretamente. Uma partição SWAP (Área de troca) e uma partição onde será instalado o sistema (/ ou raiz). Segundo uma "LENDA URBANA" encontrada na internet, o tamanho da SWAP é duas vezes o que você tem de memória na máquina. Isso depende !!! Não siga esta lenda. O que se indica normalmente a um usuário leigo é isso, porque é mais fácil. Porém em alguns casos isso pode não ser interessante. O que aconselho é que se você tiver menos de 512 Mb coloque o dobro, e se tiver mais de 512, você pode colocar o mesmo tamanho para SWAP ou na maioria dos casos até menos. Isso vai depender do que a sua máquina irá fazer. Quando um computador com GNU/Linux começa a utilizar muito a SWAP ele pode estar necessitando de mais memória. Mas nem sempre é correto afirmar isso. Ele pode é estar precisando de um processador maior, já que por não conseguir realizar as tarefas solicitadas rapidamente, ele necessita descarregar na SWAP um pouco do trabalho que está na RAM, para continuar processando. Uma SWAP muito grande pode aumentar ainda mais a carga de seu processador. No GNU / Linux o processador efetua o mapeamento e o controle da memória RAM e SWAP com uma só. Assim se você aumentar demais a SWAP acabará sobrecarregando o seu processador.
Caso meu PC tenha 512MB ou mais, eu vou colocar a SWAP com o mesmo tamanho da minha RAM. Na figura ao lado a instalação será feita no "Espaço não alocado" (VAZIO). A partição NTFS ou FAT32 aparecerá caso você já tenha o Windows instalado. Clicando com o botão direito nas partições você terá as opções de adicionar, excluir e redimensionar partições.
Sistemas de Arquivos (File Systems)
Sistema de arquivos é a forma que o sistema operacional usa para representar determinada informação em um espaço de armazenagem. É o método de identificar e indexar as informações que estão armazenadas em qualquer mídia: disquetes, discos rígidos, drives em memória, CDs, etc.
Veremos primeiramente quais os principais tipos de sistemas de arquivos que existem e que são criados em um processo de formatação:
* ext: sistema de arquivos estendido (extended filesystem). É o sistema de arquivos mais utilizado no
Linux. Existem ramificações (ext2 e ext3), sendo o ext3 o mais amplamente utilizado pela comunidade
Linux atualmente. Ele fornece padrões para arquivos regulares, diretórios, arquivos de dispositivos,
links simbólicos e suporte a transações (journalling), entre outras características avançadas.
* vfat: este é o sistema de arquivos (volume FAT) dos sistemas Windows®9x e Windows NT®.
* ntfs: este é o sistema de arquivos dos sistemas Windows2000®, Windows XP® e NT®, entre outros.
* nfs: sistema de arquivos de rede, utilizado para acessar diretórios de máquinas remotas, que
permite o compartilhamento de dados na rede.
* reiserfs: sistema de arquivos com suporte a características como, por exemplo, melhor performance
para diretórios muito grandes e suporte a transações (journalling).
* iso9660: sistema de arquivos do CD-ROM.
* hpfs: sistema de arquivos do OS/2®.
Existem muitos outros tipos de sistemas de arquivos, dependendo da sua aplicação e de que sistema você precisará.
Juntamente com o conceito de sistema de arquivos existe o conceito de partição. Particionar um dispositivo é dividi-lo de forma que cada uma das suas partes, denominadas partições, possam receber um tipo de sistema de arquivo e estejam preparadas para receber as informações.
Sistema de arquivos e partições são normalmente confundidos, quando na verdade são conceitos totalmente diferentes. As partições são áreas de armazenamento, criadas durante o processo de particionamento, sendo que cada partição funciona como se fosse um disco rígido (ou dispositivo utilizado). Para se utilizar uma partição, entretanto, deve-se criar um sistema de arquivos, ou seja, um sistema que organize e controle os arquivos e diretórios desta partição. Uma partição só pode ter apenas um sistema de arquivo.
Partições
As partições “primárias” fazem parte do esquema original de particionamento para discos PC. No entanto, somente podem existir quatro delas. Para superar esta limitação, as partições “extendidas” e “lógicas” foram inventadas. Quando selecionar uma de suas partições primárias como uma partição extendida, você poderá subdividir todo o espaço alocado para aquela partição em partições lógicas. Você poderá criar até 60 partições lógicas por partição extendida; no entanto você somente poderá ter uma partição extendida por unidade de disco.O Linux limita as partições por unidade a 15 partições para discos SCSI (3 partições primárias utilizáveis e 12 partições lógicas) e 63 partições em uma unidade de discos IDE (3 partições primárias utilizáveis e 60 partições lógicas).
Fonte: http://www.debian.org [6]
No GNU/Linux, os dispositivos existentes em seu computador (como discos rígidos, disquetes, tela, portas de impressora, modem, etc) são identificados por um arquivo referente a este dispositivo no diretório /dev.
A identificação de discos rígidos no GNU/Linux é feita da seguinte forma:
/dev/hda1
| | ||
| | ||_Número que identifica o número da partição no disco rígido.
| | |
| | |_Letra que identifica o disco rígido (a=primeiro, b=segundo, etc...).
| |
| |_Sigla que identifica o tipo do disco rígido (hd=ide, sd=SCSI, xt=XT).
|
|_Diretório onde são armazenados os dispositivos existentes no sistema.
Abaixo algumas identificações de discos e partições em sistemas Linux:
* /dev/fd0 - Primeira unidade de disquetes.
* /dev/fd1 - Segunda unidade de disquetes.
* /dev/hda - Primeiro disco rígido na primeira controladora IDE do micro (primary master).
* /dev/hda1 - Primeira partição do primeiro disco rígido IDE.
* /dev/hdb - Segundo disco rígido na primeira controladora IDE do micro (primary slave).
* /dev/hdb1 - Primeira partição do segundo disco rígido IDE.
* /dev/sda - Primeiro disco rígido na primeira controladora SCSI.
* /dev/sda1 - Primeira partição do primeiro disco rígido SCSI.
* /dev/sdb - Segundo disco rígido na primeira controladora SCSI.
* /dev/sdb1 - Primeira partição do segundo disco rígido SCSI.
Fonte: http://focalinux.cipsga.org.br/guia/iniciante [7]
Criando as partições.
Vamos criar a partição SWAP e depois a RAIZ (/).
Vamos criar a SWAP.
- Clique em "Espaço não alocado";
- Agora clique em "NOVO";
- Aparece a tela de criar uma nova partição;
- Selecione na caixa "Criar como:" a opção "Partição Primária";
- Selecione na caixa "Sistemas de Arquivos:" a opção "linux-swap";
- Escreva na caixa "Novo Tamanho (MB):" o tamanho de 256 MB para a SWAP;
- Clique em "adicionar" para terminar.
Vamos criar a RAIZ.
- Clique novamente em "Espaço não alocado";
- Agora clique em "NOVO";
- Aparece a tela de criar uma nova partição;
- Selecione na caixa "Criar como:" a opção "Partição Primária";
- Selecione na caixa "Sistemas de Arquivos:" a opção "raiserfs";
- Escreva na caixa "Novo Tamanho (MB):" o tamanho de 10000 MB (10GB) para a RAIZ.
- Clique em "adicionar" para terminar.
Veja que no exemplo ao lado estamos simulando uma instalação de Ubuntu. Digo simulando porque foi feita usando Máquinas Virtuais (VMWARE SERVER). Note que o disco rigido da maquina virtual não tinha um Windows instalado. Desta forma criamos uma SWAP com 256Mb, em partição primária e uma RAIZ (/) com 3,75 GB como partição primária e RAIZERFS.
O linux permite ainda que criemos outras partições que irão conter parte da estrutura de arquivos, como por exemplo criar uma partição que conterá o HOME (pastas dos usuários).
Depois clique no botão "FRENTE".
Confirme clicando em APLICAR.
O sistema vai aplicar as operações de particionamento que forma feitas e estavam pendentes. É nesse momento que realmente as alterações de particionamento serão gravadas no disco. Jamais desligue ou reinicie o computador neste momento.
Depois clique em FECHAR.
Agora é a hora do ponto de montagem. É aqui que selecionamos as partições que vamos usar e onde desejamos que elas sejam montadas. O conceito de montar no sistema GNU / Linux é muito empregado. Montar é disponibilizar uma partição para acesso pelo Sistema Operacional em algum ponto da estrutura de arquivos do Linux. Note que você pode marcar para reformatar ou não uma partição.
Na maioria das vezes o sistema monta as partições sem problemas, sem que seja necessário efetuar alguma alteração aqui.
Depois clique no botão "FRENTE".
Agora é a vez do GRUB [8]! Mas o que é o GRUB?
É um gerenciador de boot, similar ao LILO[9], serve para que na hora do boot você possa escolher o sistema operacional que deseja iniciar, é por ele que você caso tenha um sistema Windows instalado, possa iniciar tanto pelo Linux quanto pelo Windows.
Nessa tela o recomendável é que você avance sem mexer em nada.
Depois clique em INSTALL.
A partir de agora é só esperar o sistema instalar. Este processo demora um pouco pois todos os arquivos do CD serão copiados para o HD de maneira a configurar o UBUNTU em seu computador.
A instalação foi completada com Sucesso !!! Clique em "Reiniciar Agora".
Pronto !!! Mais um sistema operacional livre instalado...
Dicas
Pronto, seu sistema deverá estar pronto para ser utilizado.
O Ubuntu por padrão não roda nenhum software proprietário, sendo assim temos que instalar as bibliotecas para que possa rodar mp3, avi, wmv. Então a partir de agora vamos verificar como se faz para que além desses arquivos você também possa ver DVD.
Abra "Aplicações" -- > "Adicionar ou Remover"
E selecione os seguintes pacotes.
* GStreamer ffmpeg video plugin; * GStreamer extra plugins; * Xine extra plugins.
Outros programas que recomendo fazer a instalação são:
* K3b (Gravador de CD/DVD); * aMSN (Cliente MSN); * Amarok (Tocador de Áudio); * Adobe Reader (Visualizador de PDF).
Logo após é só clicar em "Aplicar" de depois em "OK".
Conta root
No Ubuntu a conta root é desabilitada por padrão, assim para executar um comando como root você pode na linha de comando usar a seguinte sintaxe:
sudo -u root comando
Será pedida a senha do administrador e nesse campo você coloca a sua senha.
Caso queira realmente utilizar o usuário root você pode habilitar a conta root com o seguinte comando.
$ sudo passwd root
Aí você coloca uma senha e confirma.
Para desabilitar a conta root:
$ sudo passwd -l root
Login gráfico como root
Entre em "Sistema" --> "Administração" --> "Configuração de tela de inicio de sessão", aba "Segurança" e marque "Permitir ao root iniciar uma sessão pelo GDM".
Ligações externas
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